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PBG Informática
Como Evitar Vírus de Computador

Embora os vírus de informática existissem antes da Internet ter a popularidade que tem hoje, foi na Internet que encontram um meio perfeito de propagação. A forma repentina com que o vírus ILOVEYOU se espalhou por todos os cantos do globo (em apenas 24 horas), e a rapidez com que surgiram variantes destes vírus, reforça a importância de se estar informado quanto aos perigos do mundo virtual e da necessidade de seguir as normas mínimas de segurança da informática.

Atualmente existem vários tipos de vírus que usam a Internet como forma de se multiplicarem, como foi exemplo o conhecido e medonho vírus Melissa, o primeiro vírus deste gênero a ter grande impacto na Internet no ano passado.

Erros fatais
Os vírus na Internet podem causar grandes prejuízos nos computadores e redes contaminadas, que podem ir desde perdas irreparáveis de dados até a compromissos de segurança. Mas os vírus não atacam sem que sejam ativados por ''mão humana''. Existe sempre a ''mãozinha'' de um usuário mais descuidado ou inexperiente para que este problema surja e nos cause grandes dissabores. No caso do ILOVEYOU o erro fatal deveu-se à maioria dos utilizadores abrirem inocentemente o arquivo .vbs anexo a um email, exibindo no subject (Assunto) a mensagem ''I Love You'', contaminando o seu sistema operacional Windows e reenviando o vírus a todos os emails da lista de endereços do popular programa Outlook da Microsoft. A abertura de arquivos anexos recebidos na correspondência eletrônica é considerada uma prática de alto risco pelos peritos de segurança em informática.

 

Falhas de segurança
O ILOVEYOU não é tecnicamente um vírus e sim um worm: um arquivo que se propaga através de um computador ou rede de computadores, semelhante em muitos aspetos ao vírus Melissa que infestou no ano passado o mundo virtual, só que mais agressivo e eficaz: em vez de se utilizar apenas os primeiros 50 endereços de correio eletrónico do usuário do Outlook para se reproduzir utilizou todos, e simultaneamente espalha-se também via IRC enviando via DCC o arquivo de contaminação (sendo necessário aceitar e abrir o arquivo para ser contaminado). O ''sucesso'' que o vírus ILOVEYOU obteve deveu-se essencialmente a dois fatores:

  • - Exploração de certas vulnerabilidades apresentadas por produtos largamente utilizados (neste caso o programa de correio eletrônico Microsoft Outlook e o popular programa Mirc para conversar no IRC)
  • - Falta de precaução dos usuários que ativaram um arquivo anexo recebido por email apesar de este se mostrar suspeito.


O efeito de ''bola de neve'' do ILOVEYOU deveu-se também à curiosidade que o email suscitou... Será uma declaração de amor?. Uma boa "estratégia" visto que o principal motivo de uma boa parte dos internautas utilizarem a grande rede é o fato de poder "namorar" alguém virtulmente.

Os erros repetem-se
Apesar dos constantes alertas sobre o perigo de executar um arquivo em ''attachment'' (anexo) recebido por email, não só de arquivos executáveis como em formatos .vbs ou .js , e do historico de problemas de surtos de vírus e aparecimento de programas "troianos", de tempos a tempos uma nova praga assola a Internet. Vírus como o Melissa tiveram vários descendentes embora nenhum tenha tido tanto impacto como o ILOVEYOU.

Os perigos
Os danos ainda não contabilizados deste surto de vírus são enormes para muitas empresas e particulares. Em casos recentes com problemas semelhantes, fábricas foram obrigadas a fechar portas para resolver os problemas de seu sistema. O perigo é real e a resolução deste tipo de problemas muitas vezes é difícil.

Os principais fabricantes de anti-vírus já lançaram novas definições para detetar o ILOVEYOU, mas uma vez que o ILOVEYOU não é tecnicamente um vírus (é um worm), alguns anti-vírus apenas o detectam e não o removem por completo tornando o processo de remoção algo difícil para a maior parte das pessoas. O ideal é cumprir algumas regras básicas que evitam este tipo de problemas.


Combate preventivo

A melhor forma de combater os vírus no seu computador ou sistema é, assim como na medicina, tomar medidas preventivas evitando a contaminação para não ficarmos ''doentes''. Nessa medida é importante não ter comportamentos de risco (arquivos de que não se conhece a origem ou para que é que servem) e vacinar-se atempadamente (utilizar anti-vírus e atualizá-los frequentemente).


Os cinco mandamentos de segurança
Se seguir estes procedimentos você não terá nada a temer no que respeita a vírus que chegam por email.

  1. Proteja-se! - Adquira um programa anti-vírus eficiente, capaz de detetar e remover vírus. Os mais conhecidos são: Norton Antivirus e Macafee Viruscan.
  2. Mantenha o anti-vírus atualizado - Se não atualizar o seu anti-vírus estará à mercê das perigosas ''novidades''.
  3. Faça buscas de vírus com o seu anti-vírus com intervalos regulares. O rastreio é essencial para que nenhum arquivo fique comprometido.
  4. Suspeite sempre de arquivos recebidos por email - Lembre-se que os outros usuários podem estar contaminados sem o saberem!
  5. Mantenha-se informado - Uma das principais fontes de problemas é a falta de informação do que ''corre'' pela Internet. Nada melhor que seguir um bom site de informações de tecnologia.


Os mitos mais freqüentes
É importante acabar alguns MITOS muito frequentes:

  • Só os arquivos anexos executáveis é que trazem vírus
    O ILOVEYOU não é um executável. Muitos programas maliciosos podem não ter a extensão .exe e mesmo assim causarem graves danos.
  • Ninguém que eu conheço me iria mandar um vírus
    Este pressuposto é perigoso. Pense antes que ninguém lhe iria enviar conscientemente o vírus mas que sem saber, pode já estar contaminado e a passar o vírus.
  • Mal recebo o email do ILOVEYOU fico logo contaminado
    Só ficará contaminado pelo ILOVEYOU se clicar em cima do arquivo em anexo, ativando o código dessa forma.
  • Se eu tiver um bom Anti-vírus estou imune
    Um bom Anti-vírus dá alguma segurança mas não se deve fiar exclusivamente nisso. A listagem de vírus que esse anti-vírus detecta pode não incluir as últimas ameaças ou não ser capaz de remover o vírus.

 

Adaptado do texto de José Borregana - Digito.pt


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